Em muitas escolas, principalmente de inglês, o foco do ensino acaba sendo quase exclusivamente voltado à gramática, deixando a conversação de lado ou apenas para os semestres finais. Esse tipo de método pode desestimular alguns estudantes que acreditam não estar aprendendo muito, principalmente quando entram em contato com um nativo daquele idioma ou assistindo a um filme ou seriado sem legendas.

Para um processo educacional realmente transformador, é importante proporcionar momentos de vivência com o idioma. Por isso, neste post você vai descobrir qual é a melhor maneira para aprender inglês. Vamos lá?

Qual é a melhor forma de aprender inglês?

O principal erro cometido pelos cursos de idiomas é acreditar que, para aprender inglês, os estudantes só devem entrar na conversação quando já estão em um nível muito avançado da gramática. Isso pode atrasar e desestimular a vontade dos alunos de se tornarem fluentes ainda no meio do caminho — principalmente para os adultos, que dispõem de menos tempo e precisam de resultados mais rápidos.

O ideal é aliar o estudo da gramática com a conversação, a qual pode ser feita com outros estudantes ou nativos da língua em sites especializados na internet ou redes sociais. A prática diária do idioma por meio desse diálogo é a melhor maneira para aprender a pronúncia correta das palavras e consertar possíveis erros.

Eu devo deixar a gramática de lado?

Investir na conversação é uma excelente estratégia para alcançar o principal objetivo de quem está estudando qualquer novo idioma: a comunicação. Mas isso não quer dizer que você deva deixar a gramática de lado. Pelo contrário! Escrever bem e entender as regras do idioma é essencial não apenas para a pronúncia, como também para a construção de ideias corretamente.

Por exemplo: em português, a construção de frases costuma acontecer com um sujeito e um predicado ligados por um tempo verbal. Já em inglês, as frases negativas, afirmativas e as perguntas possuem formações diferentes — que podem vir com o uso de verbos auxiliares ou não, e até mesmo com uma ordem inversa, no caso das frases interrogativas.

Ou seja, para conhecer e entender esses detalhes fundamentais para a comunicação, você precisará compreender a gramática. Algo ainda mais importante para quem vai prestar exames como o TOEFL ou está em busca de uma vaga profissional, em que o principal diferencial é dominar o inglês.

Consigo desenvolver outras habilidades a partir da conversação?

Por meio das aulas de conversação, os professores induzem ao exercício de “destravar o idioma”. Então, aprender inglês fica muito mais fácil, pois intuitivamente os alunos começam a compreender as estruturas linguísticas, ampliando o vocabulário e atingindo resultados com mais rapidez.

Além disso, com as aulas de conversação as outras habilidades da língua também são valorizadas. Por exemplo, muitos professores consideram a escuta (listening) uma das principais habilidades a serem desenvolvidas para potencializar a conversação.

Isso porque é por meio da escuta que começa a compreensão das primeiras particularidades do idioma, como pronúncia, entonação e elisões (quando uma palavra se une a outra na fala). Ainda, essa habilidade se soma aos estímulos visuais que permitirão aos estudantes relacionar o vocabulário e dizer as primeiras frases.

O mais importante é que os resultados da conversação dependem de diferentes esforços e de um bom cronograma de estudos. Participar de uma aula de conversação não significa que o professor vai “apertar o play” e, de uma hora para outra, o aluno vai falar fluentemente.

Para isso, é necessário que o tempo de estudo seja dividido em diferentes proporções, a fim de que o conteúdo seja fixado.

Dessa forma, as melhores metodologias são aquelas que utilizam a conversação como ponto de partida para estimular cada habilidade da língua. E para isso, a aula precisa ser interativa e divertida, com assuntos agradáveis e de fácil entendimento.

Quanto mais a aula de conversação for contextualizada, melhor! Assim os estudantes acabam dominando o assunto abordado e ficam ansiosos para participar do diálogo. Aos poucos (às vezes sem perceber), o nervosismo vai ficando de lado e o aluno fica mais à vontade para expressar-se no idioma.

Como posso melhorar a minha conversação?

Com pelo menos 15 minutos diários de estudo você será capaz de aprender um outro idioma. Quando se trata do inglês, pela sua influência constante em nossa cultura, como nas músicas e no cinema, o processo pode ser facilitado. Para ajudar você a melhorar a sua conversação e sair bem nas aulas, veja algumas dicas que vão fazer toda a diferença no aprendizado!

Deixe a timidez de lado

Não deixe que a vergonha impeça sua evolução. Por isso, lembre-se de que errar faz parte do aprendizado, assim como você tem suas dificuldades, outros colegas terão as deles. O importante é compreender os erros e corrigi-los para seguir em frente.

Então, tire o máximo de proveito da presença do professor e procure não acumular dúvidas. Além de fazer correções na sua fala, ele vai orientar quais são os pontos que merecem mais atenção e ajudar no domínio das estruturas necessárias para a construção das frases.

Pratique as outras habilidades

Lembre-se do que dissemos! A fluência é resultado de um conjunto de habilidades linguísticas. Então, é necessário dedicar-se à escuta, à leitura e à escrita. Faça disso uma atividade prazerosa durante a sua semana.

Você pode começar baixando no smartphone aplicativos de ensino e buscar a tradução das músicas que adora. Mudar o idioma oficial das suas redes sociais também é um detalhe que faz toda a diferença.

Também, assista a vídeos, ouça música e podcasts, leia textos ou livros (por que não arriscar?). Escolha assuntos do seu interesse ou personalidades que admira e assista aos filmes, séries e entrevistas sem legendas ou com subtítulos em inglês.

Além disso, visite páginas na internet relacionadas a esses conteúdos e deixe seus comentários. Se possível, acesse as redes sociais e interaja com outras pessoas.

Outra forma de não desistir no meio do caminho é tratar o seu aprendizado em inglês como o de uma criança que ainda está pronunciando as primeiras palavras. No começo, ela repete tudo aquilo que mais ouve, e só após algum tempo faz o seu primeiro contato com a língua escrita.

Ah, e sempre que puder projete a sua voz. Pode ser lendo textos, imitando os diálogos de um filme ou cantando. Tudo isso desenvolve sua articulação e ajuda a melhorar a pronúncia.

Busque nativos para conversar

Outra boa dica é colocar em prática o que está sendo aprendido no seu curso com os próprios nativos, em locais nos quais o uso do inglês é mais comum. Muitas pessoas acabam adiando viagens ou intercâmbios por ainda não dominarem o idioma. O que elas não entendem é que ser “forçado” a praticar é uma maneira de aprender.

Novamente, as redes sociais são grandes aliadas! São infinitas as comunidades e grupos de discussão. Engaje-se em grupos cujos assuntos que lhe agradam e procure pessoas para conversar. Comente sobre a sua cidade, as coisas que gosta de fazer, como é sua rotina de trabalho ou estudos, lugares para onde gostaria de viajar, filmes preferidos, hobbies etc.

Se o vocabulário falhar, dicionários online não faltam. Normalmente, os nativos também gostam de ajudar quem está aprendendo e essas conversas acabam sendo muito agradáveis. No fim, você acaba fazendo novos amigos, o que é ótimo!

Já deu para perceber que a conversação é um importante diferencial para aprender inglês definitivamente. Então, não hesite em procurar uma escola focada nessa metodologia. Você verá como os resultados serão mais rápidos e desenvolverá todas as habilidades da língua, inclusive a compreensão da gramática.

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